RESISTÊNCIA COMUNISTA
POR QUE MARIGHELLA É O NOSSO SÍMBOLO
Memória, coragem e compromisso revolucionário
Entre tantos nomes da história do comunismo brasileiro, Carlos Marighella ocupa um lugar particular para o Resistência Comunista.
Escolhemos Marighella porque sua trajetória representa, para nós, uma característica fundamental da militância revolucionária: a disposição de dedicar a própria vida à transformação da sociedade em que se vive.
Marighella foi comunista, dirigente político, escritor e uma das principais figuras da resistência à ditadura militar brasileira. Sua trajetória atravessou diferentes momentos da história nacional e terminou em 1969, quando foi morto por agentes da repressão.
É impossível compreender sua vida sem compreender o Brasil de seu tempo.
UM HOMEM DIANTE DA DITADURA
Depois do golpe de 1964, o espaço para a atuação política foi progressivamente reduzido.
Prisões, censura, tortura e perseguição política passaram a fazer parte da realidade brasileira. Após o AI-5, em 1968, a repressão tornou-se ainda mais intensa.
Foi nesse contexto que Marighella passou a atuar na resistência à ditadura, rompendo posteriormente com a direção do PCB e seguindo seu próprio caminho político.
Morto pela ditadura, Carlos Marighella é um exemplo a todos nós.
POR QUE ELE NOS REPRESENTA?
Marighella representa três elementos que consideramos fundamentais.
1. ORGANIZAÇÃO
Marighella não entendia a transformação social como algo produzido espontaneamente.
Sua trajetória foi marcada pela organização política, pelo estudo e pela tentativa de construir uma força capaz de intervir na realidade.
2. RESISTÊNCIA
Ele continuou sua atividade política mesmo diante da repressão.
Devemos reconhecer a dimensão de seu compromisso político e seguir seus ensinamentos.
3. COMPROMISSO COM A TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
Marighella dedicou grande parte de sua vida à ideia de que a sociedade brasileira poderia ser transformada.
Para nós, essa disposição continua sendo uma referência.
POR QUE ELE ESTÁ NA NOSSA BANDEIRA?
Marighella representa para o Resistência Comunista a ideia de que a política não deve ser uma atividade distante da realidade dos trabalhadores.
Seu nome nos lembra que determinadas gerações enfrentaram uma ditadura e acreditaram que a sociedade poderia ser transformada.
O Brasil de hoje não é o Brasil de 1968.
As condições políticas, econômicas, tecnológicas e sociais são diferentes, mas exigem ações concretas assim como as de Marighella.
Uma organização que simplesmente repetisse métodos de outra época estaria deixando de fazer aquilo que o próprio marxismo exige: analisar concretamente a realidade concreta.
Marighella pode ser uma referência sem se transformar em uma receita.
NOSSA HOMENAGEM
Por isso, quando colocamos Marighella como símbolo do Resistência Comunista.
Estamos dizendo que sua vida representa uma tradição de resistência política brasileira que não queremos esquecer.
Queremos estudar seus textos.
Conhecer sua trajetória.
Compreender suas escolhas.
Reconhecer sua coragem.
Aprender com sua experiência.
A transformação social exige mais do que discursos.
Exige organização, consciência, estudo, participação popular e disposição para enfrentar as estruturas de desigualdade.
É nesse sentido que Marighella permanece como uma referência para nós.
RESISTÊNCIA COMUNISTA
Marighella é nosso símbolo.
Porque decidiu não permanecer indiferente diante da sociedade em que vivia.
Estudar sua história é estudar uma parte da história da luta política brasileira.
E transformar o presente exige compreender o passado.
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